sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Começando uma nova vida

Depois de uma sessão de enjoos irei finalmente colocar o meu primeiro post que dará inicio ao meu diário eletrônico. Quero através dessa ferramenta, não só registrar esse momento tão feliz da minha vida como compartilhar também com toda a família e amigos.


Sou uma marinheira de primeira viagem, mas descobri que o mais importante não é a experiência sobre determinada coisa e sim a importância que você emprega a ela. E mesmo com toda a insegurança que senti e ainda estou sentindo só que em proporções menores, estou vivendo uma nova experiência na minha vida e estou considerando esse fato como o mais importante da minha vida.

Vou começar contando como foi a descoberta. Quero me lembrar de cada situação com detalhes por toda a minha vida! No domingo, dia 29 de agosto, estando cansada de tantos enjoos e mal estar, estávamos no shopping (Iguatemi), eu e Janilton, olhando uma mesa nova pra comprar pra nossa sala quando resolvi ir numa emergência descobrir a razão de tanto mal estar nos ultimos 15 dias. Mas qualquer pessoa perguntaria porque eu demorei tanto para ir a um médico, mas logo quando percebi que minha menstruação estava atrasada no dia 19 de julho, comprei o teste de famácia e o resultado foi positivo o que me levou a ficar alerta. Mas, a certeza eu só teria fazendo o exame de sangue, o famoso Beta HCG. Fiz no dia 22 de julho e no final da tarde peguei o resultado pela internet. Negativo! Liguei imediatamente pra Janilton para dar a notícia, ele estava tão apreensivo quanto eu, mas acho que a decepção foi maior para ele do que pra mim. Eu não sabia se queria, se era o momento, mesmo tendo deixado de tomar a pílula desde janeiro, os planos eram para 2011 e a idéia de engravidar ainda nesse ano era surreal para mim. Pra Janilton a vontade já existia e até a saída do resultado eu já tava pensando na possibilidade de estar realmente grávida, já inserindo essa idéia na minha cabeça. Mas com o resultado negativo do exame, achei então que era um atraso normal.

Os dias foram passando e começaram os enjoos. Já tinha descartado a possibilidade de gravidez, então comecei a achar q pudesse ser algum problema de estômago, verminose, sei lá. Marquei um médico. Ia fazer o check-up anual mais cedo esse ano. Foi o tempo de marcar médico clínico, ele solicitar exames, tive um mal estar muito grande nesse período que tive que ir a um posto médico e a dúvida sobre a gravidez voltou novamente. Mas junto com essa dúvida veio o medo de frustar novamente Janilton, queria acreditar que eram apenas indisposições estomacais, tomei até remédios que uma grávida não poderia tomar e fiquei adiando o momento que deveria refazer o Beta HCG.

Nesse intervalo aconteceu um lance engraçado, que é engraçado agora porque já passou, mas soubemos que a esposa de um primo de Janilton estava grávida e ficou aquela frustação total no ar. Percebi naquele momento que no meu subconsciente eu já tava querendo ser mãe e não sabia. E nesse domingo que estávamos no shopping, resolvi fazer o exame novamente. Foram duas horas de espera pelo resultado e estava desacreditada que daria positivo e foi aí que fomos chamados e recebemos os parabéns do médico. Um minuto de silêncio até que eu pronunciasse a inteligentíssima frase: “Eu estou grávida?”. Sinceramente, eu no lugar do médico responderia: “Não, ele é que está grávido!”. Que pergunta idiota!

Saímos de lá meio que sem acreditar. Era uma mistura de felicidade com surpresa, medo, expectativa. Muitos sentimentos reunidos e a primeira pessoa a receber a notícia foi meu pai e depois fomos ligando para todos os familiares mais próximos. Estávamos morrendo de fome e paramos para comprar uma pizza no caminho das árvores para levar pra casa. Nem consegui comer direito, de nervoso. Já era quase 23hs quando chegamos em casa e essa noite eu passei praticamente em claro. Tanta coisa passou pela minha cabeça. Dúvidas sobre a minha vida profissional, sobre a minha capacidade de ser mãe, sobre a maturidade do meu casamento, sobre o plano de saúde, enfim, dormi pouquíssimo e na segunda estava super cansada. Como eu já tinha colocado no orkut e no msn a frase: “Agora somos três” ainda no domingo antes de dormir, na segunda foi uma enxurrada de mensagens, contei para todos os amigos e colegas e providenciei urgentemente marcar um médico. Fiquei preocupada pois o minha ginecologista não é obstetra e por isso precisaria de uma indicação de um médico bom, respeitado e o mais importante, que aceitasse meu plano de saúde.

De qualquer forma, meu pai providenciou ligar para o primo dele, Dr. Rosalvo Paradella, ginecologista e obstetra da família, para que ele fizesse minha primeira consulta. Não consegui passar a segunda-feira tranquila e nem a terça pela manhã. Fiquei na expectativa de saber se estava tudo bem, já sabia que estava com mais de dois meses e veio a preocupação com os remédios que eu tomei e de como seria a minha vida a partir de agora. Minha irmã ficou de ir comigo no consultório, na terça-feira, 31 de agosto e às 15hs fui atendida. Não esperava que teria a primeira imagem do meu bebê. Foi um momento único, minhas pernas tremiam e minha irmã foi logo gritando quando houve uma aproximação maior da imagem e deu para perceber que existia uma protuberância no meio das perninhas, indicando seu sexo. É a 11ª semana, ainda está muito pequeno, Rosalvinho informouque tem 90% de possibilidade para ser um menino. Isso já foi o suficiente para acreditarmos que realmente é um menino, mas vamos esperar que na próxima consulta seja confirmado.

O final desse dia foi maravilhoso depois de uma emoção como essa. Mas quando eu cheguei no Hospital Aliança, no comecinho da tarde, antes de ser atendida, ainda no carro, tive uma crise de choro. Não sei explicar o sentimento que motivou isso, ouvi dizer que as grávidas ficam realmente mais sensíveis. Só sei que naquele momento muitas coisas passaram na minha cabeça. Medo de não ser capaz de ser uma boa mãe, medo de fracassar, ficar só. Fui tola. Mas depois de ver a imagem daquela vida que está dentro de mim, tudo mudou. Cheguei a conclusão que agora tenho a razão mais importate para viver. É como se minha vida ganhasse um sentido, como se toda a minha caminhada fosse para a chegada desse dia. Com certeza isso foi um presente de Deus em nossas vidas. De repente tudo que tava sem sal e sem acúcar ganharam o tempero perfeito e a docura ideal.

Tenho que agradecer todos os dias a Deus por esse momento tão feliz que estou vivendo. Agradecer por esse milagre. Mais uma criança chegará ao mundo e será através de mim! Isso é mágico. Vou fazer de tudo para ser a melhor mãe do mundo. Quero que meu filho chegue com saúde, seja feliz e que eu possa fazer dele um cidadão de bem.

Por hoje é só. Estou cansada e amanhã tenho alguns exames para fazer. Ainda tenho muita coisa por dizer, muita coisa sentida em uma semana que irei registrar aqui dando continuidade a essa história.

Boa noite!